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I (L) Mac

Postado em Tecnologia em Janeiro 25, 2008 por Fabiano Ristow

Sou da geração que considera as novas ferramentas tecnológicas um favor no nosso dia-a-dia. Quando a Amazon anunciou o Kindle, comemorei o possível passo em direção ao fim das folhas de papel e louvei a praticidade do aparelho, já que ele consegue armazenar na memória centenas de livros e jornais. Em outras palavras, sou da geração que considera o saudosismo pelo tradicional coisa de gente careta.

Mesmo assim, uma ponta de conservadorismo me fazia fechar os olhos quando se tratava de Mac. Como assim um sistema operacional sem a barra Iniciar? E onde diabos foi parar o botão direito do mouse? Um absurdo. Mas desde que fui incumbido a trabalhar na máquina, as maravilhas da maçã foram se revelando a cada dia.

Hoje em dia estamos casados, felizes e cheios de planos para o futuro. A maçã não cansa; brincamos o dia inteiro, no quarto, no sofá, na cama e até no banheiro, e sua potência e disposição são insaciáveis. Nunca te deixa na mão, como o outro, que logo nas primeiras horas mitiga, aplaca os ânimos e trava, broxa.

Ela é mais atraente, tem curvas belíssimas, classe e elegância até quando você diz chega. Basta levar a mão delicadamente até o ponto certeiro, apertar e, prontamente, a janelinha desliza graciosamente até lá embaixo; sem modos bruscos, sem grosseria, ela simplesmente desliza. Dá vontade de repetir o processo, só porque é uma delícia de se olhar.

E é versátil. Uso-a para todos os fins. Isso porque o Pacote Office dormiu com o inimigo, se rendeu à fruta do pecado original. Pedir mais o quê? Matrimônio vitalício.

Os filhinhos vão aparecendo, veja só o Macbook Air. Uma beleza. Tudo bem que não tem drive ótico e peca em certos aspectos técnicos, como aponta o nosso amigo Skywalker no blog; também revela deficiências superadas até pelo Iphone. Alguns o consideram um filho bastardo, sem as características do progenitor. Mas, certamente, é compatível com muitos donos. Sempre é uma questão de se adequar às necessidades de cada um.

Bem, estamos felizes. Menos um conservadorismo.