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Freddy Krueger me aterroriza

Postado em Cinema, Geral em Janeiro 31, 2008 por Fabiano Ristow

Enquanto pessoas que mereciam continuar nos alegrando com sua presença na Terra se vão precoce e injustamente, certos mortos ressuscitam para nos assombrar. Aí ficamos aqui perdidos tentando compreender a lógica desse mundo. O fato é que Backstreet Boys, Spice Girls, New Kids on the Block e etc começam a dar o ar da graça outra vez. O que está havendo com a indústria do entretenimento?!

Eis que Hollywood decide seguir a tendência com a confirmação do retorno de Freddy Krueger. Mas, aqui, confesso ter me interessado. Não será uma continuação do tipo cross over escroto entre ele e Jason, e sim um remake. Quando li a notícia eu meio que senti uma pontada de ânimo só pela possibilidade de reviver um personagem que marcou minha infância.

Quando criança eu não costumava sentir muito medo em filmes de terror, mas tiveram duas situações em que tive de tampar os olhos e me controlar para não sair do cinema chorando: a primeira foi durante a cena inicial de “Blade”, com aqueles milhares de vampiros dançando numa boate regada a sangue; a segunda, certamente mais torturante, foi assistindo a um filme do Freddy.

Não lembro qual exatamente, mas isso não importa, porque na época tanto fazia se era dirigido pelo Wes Craven ou por um Alan Smithee da vida. Eu não dava a mínima para a qualidade do que estava na tela. A premissa de “A Hora do Pesadelo” já era suficientemente macabra para mim, portanto eu era capaz de me cagar inteiro tanto no filme original da série quanto em qualquer uma das várias continuações inúteis realizadas.

O estilo de matança de Freddy exercia sua força e crueldade diretamente no meu imaginário. Para uma criança, creio que os maiores medos e os maiores fantasmas se manifestam em sua própria imaginação, e o lugar onde ela é perversamente obrigada a encarar essas assombrações é o pesadelo; ora, se me diziam que existia um assassino desfigurado que matava pessoas enquanto estas dormiam, como supostamente eu deveria reagir? Passava noites em claro evitando fechar os olhos.

(Talvez seja por isso que o cinema de terror asiático tenha ganhado tanto destaque nos últimos anos: ele mexe com nossas percepções mais óbvias do que consideramos macabro: fotografias borradas, barulhos debaixo da cama, crianças más, televisões em estática, silhuetas etc. Mexer com o nosso imaginário é tocar na ferida.)

Mas então, a notícia do remake até que despertou meu interesse. Só que, tipo, o Michael Bay vai produzir, então é meio que inevitável imaginar bilhões de dólares investidos em efeitos especiais para cenas de ação, o que é super fora do propósito. Oh well. Ah sim, o Jason de “Sexta-Feira 13″ também terá uma refilmagem. O diretor escalado é Marcus Nispel. Isso aí, o mesmo de “O Massacre da Serra Elétrica – O Remake”, aquela obra-prima.

Por isso que eu digo. Vamos esquecer a cultura pop e virar indie.

4 Meses etc

Postado em Cinema em Janeiro 29, 2008 por Fabiano Ristow

Foi depois de ter assistido a “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” que percebi como o aborto é romantizado na nossa sociedade. Falamos a respeito dessa prática numa abstração curiosa, muitas vezes sem nos darmos conta das Inconveniências envolvidas no processo. Claro, sabemos da precariedade existente nos “consultórios” ilegais e de seus riscos inerentes, mas sabemos apenas, ouvimos falar, discutimos, lemos no jornal. O tema parece estar no mesmo grupo onde estão a “fome na África” ou a “guerra no Oriente Médio”. Ou seja, faz parte do dia-a-dia, é corriqueiro, mas ao mesmo tempo situa-se tão longe da nossa realidade.

O filme, direto e cruel, deixa a conversa de lado e mostra minuciosamente as etapas de um aborto. Abre parênteses: a estética logo de cara evocou na minha cabeça “A Criança”, dos Dardennes, também vencedor da Palma de Ouro. Ambos poderiam entrar na categoria Filmes Realistas E Com Câmera Tremida Envolvendo Dois Personagens Lidando Com Um Bebê Ou Tentando Se Livrar Dele. Pois então, voltando. Há cenas explícitas e, obviamente, impactantes.

Nenhuma cena se compara, no entanto, àquela que não vou mencionar, mas que você sabe qual é, pois estamos falando de um aborto. Na cadeira do cinema, pensei: “Espero que a câmera não mostre isso”. Pois ela não só mostra, como se fixa ali durante vários segundos, evocando um misto de repugnância, desespero e tristeza.

Em geral, as pessoas que viram o filme comigo não gostaram dele tanto assim, alguns o consideraram “sensacionalista”. Mas ele não choca por chocar. O “exagero” força uma reflexão. É quando se desmistifica o aborto, encarando obscenamente, em longos planos, o tosco quartinho de hotel, os bisturis, a sonda alcançando o útero, a dor, a febre e o sangue, que você é capaz de considerar o assunto como algo real, e não como tema de redação de vestibular. A partir disso, ele talvez possa ser analisado sob um novo olhar.

Veja meu caso: sou a favor do aborto, mas num certo momento confesso ter dado um passo para trás; algo mexeu aqui dentro. Se o filme é contra? Não, ele não se rende a maniqueísmos ou moralismos, até porque também confronta o outro lado e freqüentemente pergunta: “Você é contra, mas e se fosse com você?” – além disso, torce-se pela protagonista como se ela fosse uma heroína, o que é um paradoxo para o espectador mais conservador, já que, ao ajudar uma amiga a retirar o feto, ela teoricamente é cúmplice de um assassinato.

O filme ainda é mestre no manuseio dos recursos técnicos para provocar tensão constante, vide a cena noturna que se passa na rua. De uma forma bem estranha, cheguei a lembrar de “Operação França”. Deixando de lado discursos políticos panfletários, o foco das atenções está nas torrentes de emoção de uma mulher caindo, sucessivamente, no imprevisível e tendo de lidar com os problemas da forma mais discreta possível. A cena mais representativa disso é aquela do jantar de aniversário. Simples, sem cortes e durando cerca de dez minutos (ou mais), seu peso dramático tem efeito muito maior do que os planos-seqüência grandiloqüentes que estão na moda em Hollywood.

De novo, a morte

Postado em Cinema, Geral em Janeiro 23, 2008 por Fabiano Ristow

A morte vem em pacotes. É sempre assim. Chega uma semana e várias celebridades se vão ao mesmo tempo. Brad Renfro (25 anos), Tourinho (43) e Heath Ledger (28) em sete dias? Todos jovens? Qualé?

Confesso ter ficado bastante chocado com a morte de Ledger. Sério, a ponto de ficar mal durante todo o dia. De certa forma, considerava-o próximo, por estar, mais do que nunca, em evidência. Não lembro com quem, mas, enquanto assistia ao trailer de “Dark Knight” há poucos dias, comentei: “esse garoto tem futuro”. O que realmente pega é a expectativa frustrada de que, em Hollywood, ele nos ofereceria personagens marcantes como o foram Ennis Del Mar e Bob Dylan (e Coringa, em breve). No NYT, vizinhos disseram ter observado um cara inteligente e feliz. Como não degringolar? Que merda.

Ah, e desculpem o comentário inoportuno, mas vocês precisam ver isso. Exatamente, G1 for dummies! Para quem não conseguiu entender apenas lendo, um infográfico ilustrando a complexa trajetória de uma empregada e uma massagista encontrando o corpo de um jovem rapaz. Cool, hã? O pessoal da arte gráfica tinha mesmo muito o que fazer.

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“Desejo e Reparação” é ótimo e mereceu a indicação ao Oscar de Melhor Filme, embora Kim Masters, do Slate, não concorde. O título do artigo é: “The Oscar Nominations: once again, there are lots of films that most people haven’t seen and don’t care about”. Faz sentido. Desde 2006 tive essa sensação ao me deparar com filmes que, de certa forma, fugiam do apelo popular. “Boa Noite e Boa Sorte” e “Capote”? Hm. Mas pergunto: isso não é ruim, é?

A inexistência da Igreja (no filme) é bom

Postado em Cinema, Livro em Dezembro 28, 2007 por Fabiano Ristow

Não é exagero dizer que “Fronteiras do Universo” está entre meus livros favoritos. É uma história que começa centralizada numa personagem e num universo específico, e vai expandindo sua visão e abordando mais temas a cada página, até formar (muitos) personagens e (muitas) situações complexas. É melhor, mais profundo e mais interessante do que “Senhor dos Anéis”.

E sim, alfineta demais a Igreja, mas essas críticas foram retiradas do filme – ou ao menos disfarçadas, porque as referências são extremamente óbvias. Os homens do Magisterium (a instituição vilã da história que, no livro, é a Igreja) usam trajes hilariamente semelhantes a togas, sem contar que volta e meia eles falam sobre “heresia”. Até meu finado hamster seria inteligente o suficiente para ligar os pontinhos, embora ele tenha cometido a estupidez de se suicidar abrindo a própria gaiola (não me pergunte como) e pulando na piscina.

De qualquer forma, o que me interessa é dar um recado a todos os fãs que extirparam verbalmente o Chris Weitz por ter tirado as referências religiosas do filme. Gente, é muito mais interessante que não exista uma Igreja explícita ali, e sim uma instituição genérica. Assim, a crítica vai para todos os lados – a carapuça serve a qualquer modelo político/ideológico/etc baseado no autoritarismo e/ou que leve suas idéias ao extremo. E, se ainda assim o filme sugere a presença de padres e de Deus, então ele conseguiu uma forma não-óbvia e elegante de dizer o que quer. Então, qual o grilo?

No mais, a adaptação da New Line é razoavelmente divertida. Weitz peca não por modificar a história, mas por ser um diretor incompetente mesmo. Sobra didatismo e explicações esquematizadas, além de o ritmo ser ofensivamente irregular. Quando Lyra revela a Iorek (o urso do pôster aí em cima) o paradeiro de sua armadura, o animal a agradece e, tcham, ambos se tornam best friends forever. É tudo muito abrupto.

Conclusão do dia: leiam o livro e não se deixem levar pelo que está na tela.

Os melhores (e piores) filmes de 2007

Postado em Cinema em Dezembro 25, 2007 por Fabiano Ristow

Gostaria de ter ido mais vezes ao cinema esse ano. Deixei passar possíveis pérolas como “Medos Privados em Lugares Públicos”. De qualquer forma, eis os dez melhores filmes de 2007 (lançados no Brasil) que vi. A propósito, um feliz Natal a todos. =)

10 – Mais Estranho que a Ficção (Marc Forster)
Começa como uma ficção científica, introduz elementos de comédia romântica, depois de drama e desemboca na questão da importância da arte para a humanidade. E uma boa notícia: os voice-overs estão organicamente ligados com a proposta do filme – meta-linguagem e auto-referência. É por não conseguir isso que “Tropa de Elite” não está nesta lista.

9 – Apocalypto (Mel Gibson)
Epítome da categoria Torcendo Pelo Mocinho®.

8 – A Rainha (Stephen Frears)
Stephen Frears é um cara cuidadoso. Alexandre Desplat teve de compor a trilha em três semanas porque o diretor havia achando a do compositor anterior muito pouco sutil. Esse filme provavelmente não estaria no Top 100 se não fosse pela Hellen Mirren, mas, fazer o quê, ela é foda. “A Rainha” é sutil e observador. De certa forma, é fascinante porque é como se revelasse segredos de uma pessoa real que a mídia não foi capaz de desvendar. Não é tablóide porque não contempla as superficialidades, mas o comportamento. E é cinemão.

7 – A Lenda de Beowulf (Robert Zemeckis)
O lado bom de ser uma animação é que há maior liberdade em se criar cenas de ação sem que estas corram o risco de evidenciarem problemas técnicos como o uso de chroma key. Tanto as pessoas quanto os monstros e dragões constituem-se da mesma matéria-prima (CGI) e, portanto, situam-se no mesmo plano de (ir)realidade. Claro, há os movimentos travados, os lábios levemente dessincronizados e, por alguma razão, as mulheres são sempre estrábicas. De qualquer forma, foi atribuída uma artificialidade sombria e sexy (e conveniente) à personagem da Angelina Jolie. O ritmo lento reforça a sexualidade que sublinha praticamente a história inteira. Uma surpresa agradável.

6 – Superbad – É hoje (Greg Mottola)
“Superbad” é um amálgama de comédia depravada com um olhar honesto sobre a adolescência. Até seus momentos de baixa inspiração humorística – como as desventuras de McLovin com os guardas – carregam um forte tom energético na medida em que é uma delícia por si só testemunhar as reações de personagens com personalidades tão bem delineadas. Eis uma comédia teen extremamente original em que dois homens declarando amor um para o outro não soa gay.

5 – O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (Andrew Dominik)
No meio da floresta e preparados para o bote, Jesse James e seus capangas esperam o trem se aproximar para assaltá-lo. Ele vem de uma escuridão quase palpável e numa lentidão sádica. Nesse ponto, Dominik já tinha me conquistado. O filme é atmosférico, flui como um rio sem pedras e ainda conta com Casey Affleck interpretando com perfeição o espreitador, teimoso e “bebezão” Robert Ford. Ah sim, a morte de Jesse James (vide título) também é uma Cena Memorável®.

4 – O Ultimato Bourne (Paul Greengrass)
Não é porque trabalho com edição, mas é impossível não se impressionar com o trabalho de corte feito nesse filme. Muitas seqüências não têm tomadas que durem sequer um segundo.Bourne é maduro e não perde tempo com piadinhas. Ou seja, é tudo o que James Bond (eca) não é. A última parte da trilogia é tensão constante e prova que Greengrass é um dos melhores diretores dos 00s.

3 – Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood)
Por um momento achei que esse deveria ficar em primeiro lugar. O filme provavelmente reúne a maior quantidade de Cenas Memoráveis® dessa lista. Pensar em “Cartas de Iwo Jima” é pensar numa sombra de desesperança te envolvendo num cerco cada vez mais fechado; numa água escura contra a qual você nada desesperadamente para chegar à superfície. Sim, é melancólico, mas não pessimista, pois aponta para a tenacidade possível em qualquer situação.

2 – A Vida dos Outros (Florian Henckel von Donnersmarck)
Não é do Antonioni, mas deveria estar no alto patamar dos filmes sobre incomunicabilidade. A impossibilidade de os personagens expressarem suas idéias cria uma bola de neve dentro da qual escondem segredos, anseios e perspectivas. Embora essa descrição possa parecer com a do narrador da Globo sobre o próximo filme do Intercine, o fato é que logo você desenvolve uma empatia imensa por aquelas pessoas, ao mesmo tempo em que é absorvido por uma trama de espionagem do tipo Fodeu, E Agora?

1 – O Sobrevivente (Werner Herzog)
Se eu estivesse na pele de Dieter Dengler, tendo que enfrentar meses preso dentro de uma cabana sem banheiro, comendo porcamente, dormindo no chão duro e com pés presos, sendo a única expectativa fugir em direção a uma floresta vietnamita densa infestada de animais perigosos e imprevisíveis, eu honestamente não teria cabeça para formar um plano de fuga nem forças para sorrir. Talvez por isso o personagem de Christian Bale seja tão fascinante. Herzog foca uma situação desesperadora sem abrir mão do humor. Ainda assim, discretamente “O Sobrevivente” vai construindo sua tensão enquanto disserta sobre a grandiosidade e poder implacável da natureza.

E os piores:

1 – Proibido Proibir (Jorge Durán)
2 – A Ponte (Eric Steel)
3 – Podecrer! (Arthur Fontes)
4 – Viagem a Darjeeling (Wes Anderson)
5 – Antes Só do que Mal Casado (Bobby Farrelly e Peter Farrelly)

Dona de casa mal-assombrada

Postado em Cinema em Dezembro 22, 2007 por Fabiano Ristow

Já morei na rua de uma casa mal-assombrada. Ou assim ela se apresentava aos meus olhos. O assustador exerce fascínio e atração em uma criança, mas o que realmente nos levava a adentrar naquela mansão branca e suja, sem portas, com vidros quebrados e ratos mortos, além de matos e trepadeiras gigantescas percorrendo o quintal interno e a piscina vazia, revelando abandono duradouro – o que nos levava até lá era a certeza de que, mais tarde, poderíamos sentar numa roda de amigos e narrar as peripécias.

Havia brinquedos velhos espalhados e mensagens agourentas nas paredes. Acho. Porque já não sei o que estava mesmo lá e o que é produto da minha imaginação: obviamente, inventávamos muitas histórias. Recordei-me desses momentos enquanto assistia a “A Casa-Monstro”, mas o fator nostalgia não foi tão aprazível quanto sua surpreendente maturidade em relação às dezenas de animações americanas que pipocam toda hora.

Durante o primeiro ato me peguei pensando: “Wtf, por que fizeram uma animação se é tudo muito real?”. O filme tem poucos personagens e os cenários estão praticamente limitados a uma rua. O diretor Gil Kenan valoriza o silêncio e o realismo dos diálogos e das expressões faciais. Talvez os personagens não fossem tão carismáticos e tangíveis se tivessem usado atores de verdade. Kenan ainda lança mão de movimentos de câmera inteligentes e planos tremidos nas cenas de tensão – como se o cinegrafista estivesse filmando sem tripé -, principalmente naquelas em que alguém se aproxima da casa (ou foge dela). Casa, aliás, que, relevando seus mistérios aos poucos e nos momentos certos, é uma personagem à parte, enigmática e sombria. Tem surpresinhas no final, claro.

O mais foda é que, embora a história, até certo ponto, não seja megalomaníaca nem envolva outro mundo habitado por animais ou robôs falantes e fofinhos (que geralmente inspiram a indústria de brinquedos a aproveitar o gancho para produzir bonequinhos e miniaturas), ela tem fôlego para reunir incontáveis gags criativos a cada minuto, e eu me diverti loucamente com várias tiradas (“I’m sorry about your house – your wife… your… house-wife”; ”Well, if those are teeth, and that’s the tongue, then that must be the uvula” / “Oh, so it’s a girl house…”). E pensar que o Oscar de animação foi para “Happy Feet”…

E convenhamos que o filme não é exatamente um conto-de-fadas. Na maioria dos países ele foi classificado com Parental Guidance (PG), chegando a ser lançado com censura de 14 anos na Hungria. Além disso, se destaca da maioria dos longas animados hollywoodianos por não cair no politicamente correto – numa cena, uma menininha propõe a uma babá superfaturar o valor dos preços dos doces que está vendendo. Quão bizonho é isso? Tudo bem que para nós brasileiros não é tão chocante assim.