Freddy Krueger me aterroriza
Enquanto pessoas que mereciam continuar nos alegrando com sua presença na Terra se vão precoce e injustamente, certos mortos ressuscitam para nos assombrar. Aí ficamos aqui perdidos tentando compreender a lógica desse mundo. O fato é que Backstreet Boys, Spice Girls, New Kids on the Block e etc começam a dar o ar da graça outra vez. O que está havendo com a indústria do entretenimento?!
Eis que Hollywood decide seguir a tendência com a confirmação do retorno de Freddy Krueger. Mas, aqui, confesso ter me interessado. Não será uma continuação do tipo cross over escroto entre ele e Jason, e sim um remake. Quando li a notícia eu meio que senti uma pontada de ânimo só pela possibilidade de reviver um personagem que marcou minha infância.
Quando criança eu não costumava sentir muito medo em filmes de terror, mas tiveram duas situações em que tive de tampar os olhos e me controlar para não sair do cinema chorando: a primeira foi durante a cena inicial de “Blade”, com aqueles milhares de vampiros dançando numa boate regada a sangue; a segunda, certamente mais torturante, foi assistindo a um filme do Freddy.
Não lembro qual exatamente, mas isso não importa, porque na época tanto fazia se era dirigido pelo Wes Craven ou por um Alan Smithee da vida. Eu não dava a mínima para a qualidade do que estava na tela. A premissa de “A Hora do Pesadelo” já era suficientemente macabra para mim, portanto eu era capaz de me cagar inteiro tanto no filme original da série quanto em qualquer uma das várias continuações inúteis realizadas.
O estilo de matança de Freddy exercia sua força e crueldade diretamente no meu imaginário. Para uma criança, creio que os maiores medos e os maiores fantasmas se manifestam em sua própria imaginação, e o lugar onde ela é perversamente obrigada a encarar essas assombrações é o pesadelo; ora, se me diziam que existia um assassino desfigurado que matava pessoas enquanto estas dormiam, como supostamente eu deveria reagir? Passava noites em claro evitando fechar os olhos.
(Talvez seja por isso que o cinema de terror asiático tenha ganhado tanto destaque nos últimos anos: ele mexe com nossas percepções mais óbvias do que consideramos macabro: fotografias borradas, barulhos debaixo da cama, crianças más, televisões em estática, silhuetas etc. Mexer com o nosso imaginário é tocar na ferida.)
Mas então, a notícia do remake até que despertou meu interesse. Só que, tipo, o Michael Bay vai produzir, então é meio que inevitável imaginar bilhões de dólares investidos em efeitos especiais para cenas de ação, o que é super fora do propósito. Oh well. Ah sim, o Jason de “Sexta-Feira 13″ também terá uma refilmagem. O diretor escalado é Marcus Nispel. Isso aí, o mesmo de “O Massacre da Serra Elétrica – O Remake”, aquela obra-prima.
Por isso que eu digo. Vamos esquecer a cultura pop e virar indie.
Janeiro 31, 2008 às 9:54 am
Caraca, Ris. Ontem eu ia escrever um post falando a mesma coisa que o seu O_o
Freddy marcou minha infância também ^^ E eu vi o filme dele que tinha uma parte em 3d, imagina só o medão.
Janeiro 31, 2008 às 1:42 pm
O último filme de terror que o Maicou Bêi produziu foi o remake de “Terror em AmityVille”. E eu fiquei terrivelmente constrangido quando vi o filme, e muito mais depois que vi os extras no DVD.
E eu me cagava de medo do Freddy também.
Janeiro 31, 2008 às 3:50 pm
É… Freddy era foda quando eu era pequeno também.
E a quantidade de histórias de que o filme foi baseado na única pessoa que sobreviveu dele?
Sei que é apenas uma lenda que circulava onde eu morava…mas eu morria de medo quando ele passava na TV
Janeiro 31, 2008 às 4:09 pm
Me lembrou disso aqui: http://www.youtube.com/watch?v=TcROvivYkw4
Freddy eu não vi quando era pequeno. Medo antecipado. lol.
Fevereiro 2, 2008 às 4:46 am
O mais bizarro ‘e saber que o Wes Craven teve a ideia depois de saber de varios casos de adolescentes que estavam com medo de dormir, e que alguns at’e morreram depois que dormiram.
Isso sim da medo!